Iceland

Oh, Iceland

Islândia… uma pérola no meio do oceano. Há uma imensidão de coisas para escrever sobre a Islândia; o que fazer, o melhor roteiro e dicas bastante importantes para quem for visitar este extraordinário país.

Quando vou fazer uma viagem, especialmente quando há inúmeras coisas para visitar e o tempo tem que ser calculado ao minuto, gosto de organizar tudo ao pormenor e costumo fazer um roteiro dos vários locais que gostava de visitar e os melhores sítios para dormir (aqui). Claro que se quiserem posso partilhar este roteiro caseiro convosco! Por isso vou fazer vários posts, uns mais detalhados de cada zona da Islândia , outros de dicas do que levar vestido, como ver auroras boreais, etc. No artigo de hoje vou iniciar com a partilha do panorama geral e como organizei 6 dias neste prodigioso sitio e leiam até ao final pois vão ter uma surpresa! Esta vai ser  uma viagem que vai ser recordada para sempre.

Aterrámos num voo tardio, graças a algumas complicações que houve no voo, mas nada acontece por acaso. Como disse, aterrámos já era bastante tarde e com a cabeça e olhos feitos em papa do dia passado em aeroportos e aviões. Fomos buscar o carro, já previamente alugado e seguimos rumo a casa. Já estafados a meio do caminho, vimos um casal parado a olhar para o céu. Ambos olhamos para o céu e imediatamente parámos o carro. Islândia recebeu-nos da melhor maneira oferecendo-nos uma enorme e colorida aurora boreal. Há quem ande por lá dias e dias e não consiga ver nenhuma e nós tivemos o privilégio de ver à chegada. Tudo o que se tinha passado anteriormente foi automaticamente esquecido e ficámos tão agradecidos por estarmos ali, os dois juntos, de mãos dadas e de cabeça para o céu a ver a maior maravilha da natureza. Algo que pensei que nunca iria ver na minha vida. É mesmo mágico e uma sensação inexplicável.

Dia 2

É bastante importante alugarem um carro, pois a Islândia é enorme e é impossível visitar tudo sem terem um carro. Neste caso alugámos um 4×4 por ser o mais aconselhável. Existem vários tours pela Islândia, mas honestamente (na minha opinião) conseguem fazer tudo sozinhos, pois todos os sítios são de fácil acesso. Obviamente se quiserem fazer coisas mais especificas, como ir para cima do glaciar que é preciso equipamento técnico ou visitar as grutas, aí sim é necessário irem num tour. Nós fomos à descoberta sozinhos, e sabe muito melhor descobrirmos por nós, andarmos ao nosso ritmo e fazer o que nos apetece no momento. Mas mais uma vez, cabe a cada um e é ao gosto de cada pessoa.

O dia acordou soalheiro e nós, cheios de vontade para explorar a cidade. Iniciámos com o famoso Golden Circle que é um dos caminhos mais conhecidos da Islândia. Este “circulo” é dividido por:

Þingvellir (Thingvellir) – a 30 minutos da capital – A primeira paragem

– Geysir – Segunda Paragem. 

– Gulfoss Waterfalls – O Golden Circle, para verem com tempo (o trajeto, sendo o último, fica longe da cidade) demora cerca de um dia. O melhor é dedicarem um dia só para verem o Golden Circle com tranquilidade.

Dia 3

Descemos para a parte Sul, que são 185km desde Reykjavík até o nosso hotel. Na parte sul ficámos hospedados num pequeno hotel/casa amorosa, que descobrimos na Booking (aqui), perto das cascatas e dos pontos mais turísticos que queríamos visitar. Este hotel era uma casa toda em Madeira, que honestamente o atendimento deixa muito a desejar, mas o sítio é bastante central e o preço era acessível (dentro do razoável pois na Islândia , pouco ou nada é acessível). Tinha todas as comodidades básicas, com pequeno almoço incluído, wi-fi e um jacuzzi maravilhoso no exterior.

Deixámos as nossas coisas e seguimos novamente viagem. Mais 150km até aos glaciares em que queríamos que fosse a nossa ultima paragem para vermos o pôr do sol e as auroras boreais. Estava na esperança de ver mas…. falarei disso depois! No caminho parámos ainda para ver:

– Svinafellsjokull Glacier

– Diamond Beach (é mesmo ao lado dos glaciares Jokulsárlón)

– Jokulsárlón Glacier Lagoon

Ficámos 3 horas no carro à espera que a noite chegasse e o céu que estava limpo, ficou cheio de nuvens e não conseguimos ver as auroras como tanto desejámos. Voltámos para o hotel, e mais uma vez as Auroras boreais iluminaram o nosso caminho até ao nosso destino final. Chegámos e ainda conseguimos ver pela janela do nosso quarto esta incrível luz da natureza.

Dia 4

Deixámos os pontos turísticos que estavam perto do nosso hotel para ver neste dia para depois voltarmos para a capital:

– Skogafoss Waterfall

– Reynisfjara beach ou Black Sand beach

– Solheimasandur Plane Wreck – Preparem-se para uma caminhada que ainda são 5km para ir até ao avião e 5km para voltar. Mas vale muito a pena ( se estiver com pouca gente)

No final do dia, fomos para outro hotel que descobrimos na Booking (aqui) e este foi o melhor! Eram pequenas casas amorosas, estilo rural, num vale. As donas eram bastante simpáticas e prestáveis.

Não sei se fomos nós que não tivemos sorte, mas achámos as pessoas bastante arrogantes e pouco simpáticas no geral. Parecia que não ficavam felizes ao receber turistas. Estas senhoras, vindas da Polónia eram muito queridas! Pagámos um pouco mais, mas acreditem que valeu a pena. Ficámos a noite em casa, a cozinhar ( as senhoras ainda nos emprestaram azeite) com o nosso copinho de vinho, a preparar-nos para mais um dia!

Dia 5

Este hotel, ficava a 100km do centro. Acordámos sem demoras e seguimos para o centro para aproveitar os últimos dias. Deixámos as malas numa casa mesmo no centro da capital e como ainda era cedo, decidimos ir à conquista de mais cascatas. Arrependemo-nos um pouco, pois foram ainda 180km para ir ver mais cascatas. Mas para quem o quiser fazer, fomos visitar:

– Hraunfossar & Barnafoss Waterfall

Dia 6

Este dia estava reservado para ir à Blue Lagoon, que foi o único dia que estava disponível no site e marcámos com duas semanas de antecedência. Fizemos o roteiro um pouco à volta deste dia. Começámos por passear pelas ruas da cidade e almoçar no centro de Reykjavík e visitar novamente a icónica Igreja Hallgrímskirkja. Esta imponente igreja é a maior do país e foi desenhada para imitar o movimento da lava de um vulcão.

No final da tarde, como estava agendado, fomos para a Blue Lagoon. A Blue Lagoon é INCRIVEL. Vale cada cêntimo. É uma experiência única, com a junção do quente com o gelo do exterior. Deixo-vos uma dica de tuga:

– Não paguem mais pelos roupões e chinelos (são mais 50€). Quando chegarem ao balneário e à parte exterior, vão ver uma imensidão de roupões e chinelos que nada tem dono e podem usar.

Resumo desta viagem:

  • Poupem muito dinheiro. É bastante caro, não fosse o 5º país mais caro do mundo;
  • Preparem-se para andar km e km de carro;
  • Pelo caminho não vão ver NADA, só campos e campos e casas aqui e ali;
  • É um país bastante pacifico e seguro;
  • Levem roupa muito quente e sapatos confortáveis;
  • É uma viagem de sonho!

Espero que estas dicas tenham sido bastante úteis para quem vá visitar a Islândia. Vou continuar a fazer artigos, como vos disse anteriormente, sobre a Islândia, dividindo pelo centro e sul.

É um país espantoso, de sonho, para grandes amantes de natureza. Estou a escrever este artigo e a reviver cada momento com tantas saudades, mas ao mesmo tempo com aquele sentimento de que recordar é também viver de novo esta viagem…..

Para concluir e porque também merecem tirar uns dias de férias, tenho 25€ de desconto para vos oferecer em cada reserva que façam com a Booking (aqui) para qualquer parte do mundo! 🙂

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